A DUPLA DIMENSÃO DOS SENTIDOS
Todos estamos conscientes da dimensão exterior dos nossos sentidos, mas cada sentido tem uma dupla dimensão, ou melhor: uma multidimensão.
Tomemos como exemplo os olhos, estamos somente habituados a olhar para fora de nós, mas, os olhos podem ver dentro de nós também. Essa é e dimensão interior do sentido, visão. Tal como a audição, podemos ouvir tudo o que se passa no exterior, mas no interior também.
Todos os cinco sentidos têm (no mínimo) duas portas, uma que abre para o mundo exterior e outra para o mundo interior. Com o tempo, esquecemo-nos desta realidade.
A dupla dimensão dos sentidos é uma parte bastante importante da terapia de regressão. O cliente não está com os olhos abertos, mas pode ver imagens de vidas passadas, as suas mãos estão imóveis, mas pode sentir que tem uma peça de fruta na mão, não está a comer nada, mas pode sentir o gosto dessa peça de fruta, não existe um determinado cheiro na sala onde a terapia está a ser efectuada, mas pode sentir o cheiro da maçã, pode inclusive, ouvir conversas, sons da natureza ou outros ruídos, que só ele ouve, na dimensão interior da sua audição.
Através desta dimensão interior as portas abrem-se para o desenvolvimento da regressão, onde aí o terapeuta tem um papel importante, na forma como facilita a continuação do acesso às memórias que se começaram a desenrolar.
Mas não só por intermédio da dimensão interior dos sentidos se tem acesso a memórias de vidas passadas. Pode-se também aceder a informação através do sexto sentido, a intuição.
De repente, pode simplesmente *saber* que está em Roma no ano 38 d.C., ou saber que é uma mulher com 38 anos, saber que tem 3 filhos, apesar de, não ter tido imagens que o demonstrem ou comprovem. Simplesmente sabe-se. São revelações espontâneas, inesperadas que surgem como «relâmpagos», mas que se pode revelar de extrema utilidade durante uma terapia de regressão.