O NEO-XAMÃ
Como já referimos, o xamanismo é uma prática ancestral muito bela que resistiu à erosão do tempo e que se difunde na nossa sociedade, à medida que as pessoas a buscam, a chamam.
Por isso, hoje existem praticantes de xamanismo nas grandes cidades, nas «florestas de betão» - eles sabem que fazem parte de um Oceano de Energia e que embora não estejam no seu habitat natural, não deixam de servir, não deixam de ouvir os apelos das almas.
Talvez e precisamente porque vivem nas «florestas de betão», não lhes devemos chamar xamãs, por respeito àqueles que, de geração em geração, mantiveram intacta a sabedoria ancestral nas suas tribos, chamemos-lhes então praticantes de xamanismo, e talvez a alguns, neo-xamãs, quando os resultados do seu trabalho são evidentemente válidos e como um reconhecimento da sua entrega, do seu amor à humanidade e da sua coragem em trazer para a cidade tecnológica a sabedoria das tribos (onde, se recuarmos no tempo, encontramos certamente laços consanguíneos).

Os neo-xamãs já há muito tempo que nascem nas cidades, e hoje, existem cada vez mais - eles sabem que nascem com um propósito muito específico: resgatar almas, seja através do xamanismo, seja através de outras práticas espirituais, através das quais é devolvido ao ser humano o esplendor da sua Luz.
Pensamos com muita convicção, que as práticas xamânicas, não se devem restringir às comunidades tribais ou a outras comunidades humanas, fechadas ou secretas, mas sim, alargarem-se a todas as sociedades humanas, para o bem da humanidade e da Terra. É por isso que, sendo praticantes de xamanismo, decidimos partilhar o nosso conhecimento.

© Copyright, Sandra Ramos e Jorge A. Ramos