O XAMÃ

O termo «Xamã» é oriundo da sociedade Tungu da Sibéria e serve para designar...

“(«aquele» ou «o») que vê no escuro”

Um Xamã é um ser humano (homem ou mulher), que interage directamente com os seres dos mundos da realidade invisível (à visão tridimensional), o "escuro" (da definição acima), para por exemplo: trazer informações e orientações para o bem-estar das pessoas; fazer recuperações de partes perdidas da alma; ajudar os espíritos dos moribundos a transitar ou criando cerimónias para o equilíbrio e harmonia da sua comunidade.

Xamã

No fundo, um Xamã - nas sociedades ancestrais -, é uma espécie de médico, desempenhando também outros papéis sociais (que na perspectiva da nossa sociedade moderna, poderíamos designar), como o de padre, psicoterapeuta, animador cultural, místico, contador de histórias, entre outros.

Por tudo isto, o Xamã é um indivíduo muito respeitado pela sociedade e com grande poder sobre a mesma, porém, o Xamã sabe que a qualquer momento pode perder o poder a que está ligado, se abusa do mesmo ou o usa com fins que não sirvam a comunidade.

O Xamã sabe que é a comunidade que lhe atribui o título (de «Xamã»), pelos resultados do seu trabalho e pelo desempenho exemplar dos seus vários papéis sociais. Assim, embora muitos desejem ser Xamãs, poucos são aqueles que a sociedade reconhece como tal.

O Xamã é reconhecido sobretudo, pelas curas que acontecem por seu intermédio - ele, ou ela, são exímios na busca e recuperação de almas perdidas.

Uma Jornada Xamânica
Pintura de Willow Arlenea, representando uma jornada xamânica.

Sandra Ingerman, quando fazia uma pesquisa para o seu livro «Soul Retrieval - Mending The Fragmented Self», constatou que a maioria das culturas xamânicas, no mundo inteiro, acreditam que a doença surge na sequência de perda de partes da alma.

Lembra-se?


© Copyright, Sandra Ramos e Jorge A. Ramos